O QUE SÃO RESÍDUOS RADIOATIVOS
Os resíduos radioativos (ou rejeitos radioativos) podem ser compreendidos como sendo quaisquer materiais resultantes de atividade humana que se caracterizem pela presença de radionuclídeos em quantidades superiores aos previstos pela Norma CNEN-NE-6.02; o que torna sua reutilização imprópria.
A periculosidade dos resíduos radioativos está em sua radioatividade, ou seja, sua grande capacidade de contaminação, altamente perigosa aos seres humanos pelo fato de serem esses materiais altamente tóxicos e cancerígenos, mesmo em doses mínimas.
QUAL SEU DESTINO?
O
destino do resíduo radioativo dependerá da sua classificação, que pode ser
definida como alta, média ou baixa radioatividade. Os lixos que apresentam
média e baixa radioatividade são confinados em superfícies destinadas a essa
finalidade ou, então, armazenados em grandes depósitos em instalações
subterrâneas de baixa profundidade, normalmente localizadas em institutos energéticos.
Já o lixo de alta periculosidade exige um sistema de gerência que garanta seu embaulamento e confinamento durante longos períodos - alguns materiais podem ter um tempo de vida radioativa de milhares de anos, embora este nível decaia com o passar do tempo. Para isso, o resíduo é armazenado em piscinas de resfriamento cercadas por uma espessa camada de aço, chumbo e concreto.

RISCOS
Quando acidentes envolvendo lixo radioativo acontecem, os danos podem ser diversos e graves. Uma vez que o corpo humano entra em contato com esse material, a radiação forma uma quantidade significativa de radicais livres e com isso, as células saudáveis começam a morrer. Entre os principais danos que podem ocorrer, estão coisas como anemia, catarata, leucemia, hemorragia, problemas circulatórios e respiratórios.
Uma vez na natureza, os danos se estendem por todo o ecossistema, pois contaminam fauna e flora, e isso afeta diretamente, por exemplo, a cadeia alimentar dos seres vivos daquela localidade. Como ainda não existe uma maneira de remover essa contaminação, a única alternativa é isolar totalmente a área — como foi feito em Chernobyl.
NA ODONTOLOGIA
Antigamente não havia uma preocupação com o descarte dos
filmes radiográficos, verificou-se que a lâmina de chumbo não pode ser descartada no lixo comum nem
no biológico. De acordo com a literatura e legislação, as lâminas de chumbo de
filmes radiográficos devem ser descartadas no resíduo químico.
As lâminas de
chumbo de filmes radiográficos não podem ser descartado no lixo comum porque
elas podem ser recicladas, nem podem ser descartadas junto com os resíduos
biológicos porque elas não entram em contato com os fluidos orgânicos, como
sangue ou saliva.
Adicionalmente a essas informações, sabe-se que os compostos
químicos devem ser descartado separadamente, de acordo com suas propriedades
físicas e químicas. Sendo assim, substâncias líquidas são identificadas e
descartadas em recipientes de vidro ou plástico como as bombonas, e geralmente
a sua destinação final é a incineração. E no caso das lâminas de chumbo de
filmes radiográficos, elas devem ser descartadas como resíduo químico,
identificadas e pesadas para que a empresa que realiza a coleta possa dar a
destinação final, que pode ser a venda dessas lâminas para empresas de
reciclagem ou ainda o reaproveitamento pelas empresas que produzem os filmes
radiográficos.
COMO DESCARTAR?
Revelador e fixador (efluentes radiológicos): devem ser
descartados em bombonas de plástico rígido, de 10 ou 20L, devidamente
identificadas. Nunca na rede de esgoto.
Recipientes utilizados para descarte de efluentes
radiológicos:
Película de chumbo, papel preto e filme radiográfico: devem
ser retirados do envelope plástico (que diferente dos demais consiste em
resíduo infectante e não químico) e descartados, separadamente, em seus
respectivos recipientes:
Referências:
https://www.odonto.ufmg.br
http://files.bvs.br
www.dpcbrasil.com.br
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